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terça-feira, 8 de maio de 2012

Sou assim, meio que ali e meio que aqui.

Não sei, sei lá. Parecia facíl entender o que se passava dentro de mim. O futuro não era nada, o passado não representava mais o que eu era e o presente era apenas eu. Só eu.

Entendo agora. Cartas rasgadas, chuvas passageiras e ondas que batem trazendo e ao mesmo tempo levando o que eu tinha de mais precioso. A vontade de querer, de poder. Li. Reli. E agora, não entendo mais...
... Não entendo o que se passa, nem agora, nem no passado e o futuro nem sei se existe mais.
Sou o que sou.
E agora isso não basta.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Tempo Morto


Não fazia barulho.
Não se ouvia mais nada.
Sentia medo.
Como aquilo era possível?
O tempo havia parado?
Estava surdo?
O que havia acontecido?
O sol entrou pela janela invadindo os cantos mais obscuros daquele piso escuro que abrigava xicaras espalhadas pelo chão. Não havia mais ordem naquele apartamento.
As paredes se recusavam deixar de escutar e reproduzir o que havia sido dito repetidamente naquele silencio mudo.
Não se tinha força para mudar nada de lugar, roupas que iam para o armário, sozinhas, estavam cansadas de esperar alguém as colocarem em seu devido lugar.
O cachorro foi passear sozinho, ergueu as orelhas e antes de passar pela porta deu uma ultima olhada no seu dono. Que estava ainda na mesma posição.
 Ah... não existe mais esperança... talvez eu volte um dia, pensou o cachorro com a sua coleira em sua boa. Saiu á procura daquela que havia deixado seu dono naquela posição. Ou não.
A torneira pingava procurando encontrar a garganta que antes saciava a sede, não encontrou ninguém, Apenas o ralo, que agora estava cansado de tentar entender o que se passava ali.
O sol, agora se fora, e a criatura que antes se encontrava no chão havia se mexido, havia vida ainda. Abriu os olhos, tentou entender, mas a chaleira apitou.
 Quem havia colocado agua na chaleira?
Seu apartamento estava arrumado. Tudo tinha voltado ao lugar, á torneira não pingava mais, o cachorro havia voltado ao seu devido lugar, as roupas no armário, tudo estava como antes.
Levantou devagar, não sentia mais as pernas.  Esticou-se, e foi até a cozinha onde a chaleira estava quebrando o silencio com o seu grito, o grito que deveria ter sido dado por aquele que desligava o fogo.
Chá sempre acalma os nervos. Quais nervos mesmo?
Olhou em volta e viu o que faltava.
Faltava algo, mas não sabia o que.
Havia deixado algum detalhe escapar, não era possível.
Procurou rastros por aquilo que fazia falta.
Nada no calendário, nas mensagens nada de novo, nada.
Veio.
A brisa da madrugada, lembrando que o que fazia falta era Ela.
A pessoa que dava vida aquele apartamento. Que agora não mostrava mais nada. Era apenas um apartamento.
Pegou as chaves e saiu.
Ao olhar para trás, viu um bilhete colado na porta.
“Não se pode mudar tudo, não se pode salvar o que já foi perdido.
Procurei entender o que se passava, não entendi muito menos você.
Tentamos.
Mudamos.
E agora, o resto do resto”.
Jornal de 23/09/2012:
Apartamento à venda. 




@julborges

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

For You.

Lembra quando olhávamos para o céu?
Observamos as nuvens passando junto com os nossos sonhos.
Sonhos de nos tornamos algo, ou melhor, de mudar algo.
Sonhávamos.
Assistíamos sem medo de ver o fim que sabíamos que estava próximo.
Mas por incrível que pareça o fim que achávamos próximo se tornou o começo.
Começo de algo inexplicável, que ainda não tem nome.
Mas afinal por que definir? Se ainda temos o que sempre tivemos.
Nós.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lonas amarradas esperando pelo sopro da vida que virá a noite.
Risos vermelhos.
Amores não correspondidos.
Mãos prevendo o futuro de corações partidos.
 Homens com o poder de engolir mais do que palavras.
 Essa noite não se repetirá tudo será único.
 Ao fechar os olhos perceberá que tudo isso é real.
O gosto do seu primeiro amor voltará aos seus lábios.
 A dança ao som do piano será completa dessa vez.
 Ao amanhecer tudo voltará ao normal.
Mas você não irá esquecer-se de suas palavras, 
De suas danças,
 De suas canções
  E que a sua vida adquiriu tons diferentes
Pelo menos por uma noite.










@Julborges

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Meus Olhos Teus

                       Me sintia uma criança aos seus olhos e cuidados; Mas agora, depois de tanto tempo perdi a essência que te segurava, a que te mantinha aqui. 
                       Não há mais olhares,não mais sorrisos, muito menos cuidados.Quando crescemos vemos o mundo como realmente é, quer dizer, do jeito que realmente queremos.
Agora chove. 
E cada gota estará levando uma parte do que eu fui... e deixando apenas o que eu me tornei.












                                                                                                        @julborges

terça-feira, 31 de maio de 2011

Além do conhecido.


Estava sem chão, sem lugar para se apoiar, sem nenhum lugar para se esconder, nem meus os seus pensamentos mais tenebrosos a queriam. Eles se recusavam, a dar abrigo a quem os escondia.
Corria de si mesma, mas quando parava era alcaçada por algo maior que ela. O medo, esse que tomava proporções gigantescas à medida que o tempo ia passando. Até que um dia cansada de correr, parou e deixou esse medo a absorver por completo.
Escuro. Nada a vista.
Nada. Tudo que era possível ser visto era a escuridão, ouvir? Só a respiração, que ficava cada vez mais forte e mais ritmada, quando ela percebeu que não era mais preciso respirar, ouvir, sentir... O que era preciso naquele momento era continuar vida, pois seu corpo dormente não respondia a nenhum comando. E ela também não o havia tentando despertar.
Estava em paz, em um lugar desconhecido. Não lembrava porque fugia, não lembrava... Lembrar... fugir...ser...crer...  Ser aquilo que todo mundo era, um ser igual e tão diferente.
Acordou, estava parada diante do seu espelho, analisou cada centímetro do seu rosto e olhou para o que lhe chamava mais atenção: seus olhos, que estavam mais escuros que o de costume.
Pensou que havia ido longe mas apenas tinha entrado em um lugar que se recusava a ir durante muito tempo.
                        

                                                                                                                                                                                                                                                                            @julborges

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Unknow.

Algo assustador estava presente nos sonhos dele. Algo que não o deixava em paz, o fazia suar de noite, gritar desesperado, cair da cama, acordar chorando;
Algo que ninguém sabia que existia só ele. Somente ele podia ver aquilo.
Aquilo que não tem nome, o desconhecido. Esta sempre perto e poucos percebem. Veem de longe e quando passa não é lembrado. Nunca mais.
Sim, algo que até mesmo você conhece. Esta dentro de todos nos. Não adiante fugir, o melhor é enfrentar.Mas como?  Criando armas.
Não falo em armas de fogo porque isso nunca iria acabar com o problema aparente. Criar é nunca parar de lutar. Não parar de desejar, de ter objetivos, de querer sempre mais. Essas são as armas que somente nós temos mais ninguém.



                                                                                                                 Não há fuga. 

@Julborges

domingo, 23 de janeiro de 2011

Amar.

Se apaixonar é algo fascinante. Cada vez que acontece é único. (costumo dizer muito isso.).
Mas se apaixonar não precisa ser necessariamente por uma pessoa, e sim por algo. Algo no sentido de alguma coisa que te encanta.
Acho incrível e fico maravilhada de ver pessoas com seus olhos brilhantes olhando algo que elas admiram e amam. E simplesmente lindo. Encantador.
Bom... Vamos ao que interessa; estou apaixonada (por favor, não me vejam como alguém fútil. é algo que não acontece com tanta frequência.). Conheci essa mulher que é simplesmente encantadora. O nome dela é Adele Laurie Blue Adkins nasceu dia 5 de maio em 1988. Cantoria inglesa, conhecida mais como a nova “Amy Winehouse”, fato que eu discordo avidamente.
Lançou o seu primeiro álbum em 2008 chamado “19”
Musicas que contem no álbum:
  1. "Daydreamer" – 3:41
  2. "Best for Last" – 4:19
  3. "Chasing Pavements" – 3:31
  4. "Cold Shoulder" – 3:12
  5. "Crazy For You" – 3:28
  6. "Melt My Heart to Stone" – 3:24
  7. "First Love" – 3:10
  8. "Right as Rain" – 3:17
  9. "Make You " – 3:32
  10. "My Same" – 3:16
  11. "Tired" – 4:19
  12. "Hometown Glory" – 4:31
E agora em 2011 lança seu álbum chamado “21” que eu só ouvi uma musica chamada “Rolling In The Deep”. Essa musica tem dois clipes. Um que é rodado no estúdio e outro que é vídeo clipe muito bem produzido (a parte dos copos, sem comentários);

                                     Agora é só esperar que chegue ao Brasil esse álbum e comprar;
                                                                                                                       ou ganhar de presente.

@julborges

sábado, 22 de janeiro de 2011

Martin Page O Amante de Paris.

A bienal foi época de descobrimento.
Lá eu descobri quanto um livro pode ser barato, se você pesquisar bem. Que livros atraem muitas pessoas, e que coisas estranhas podem acontecer (eu e @tehquintela estávamos andando em uma das ruas da bienal e encontramos um livro perdido no chão, sem dono e muito solitário. Resolvemos pegar o livro para adota-lo só que era um livro sobre sexo e posições. Devolvemos o livro para seu devido lugar.). 
Andando pelas ruas enfeitadas de cores e pessoas, tantas coisas novas para se ver em tão pouco tempo.  Entramos em um stand da Editora Rocco onde fuçamos de cima a baixo a procura de algo que nos chamasse atenção. Eu encontrei um livro chamado “como eu me tornei um estupido” e acabei levando porque quando eu abri, a primeira coisa que eu li foi “você pode fazer uma lobotomia em mim?” isso me chamou a atenção;
Martin Page nasceu em Paris e já tem vários livros traduzidos para mais de 19 idiomas. Em português nos temos quatro livros:
-"Como eu me tornei um estúpido"
- "A libélula dos seus oito anos"
-"Agente se acostuma com o fim do mundo"
(Quem comprar esse livro, lembra de mim e vai na pag.77 no terceiro paragrafo onde fala de Paris a Cidade Luz)
-"Talvez uma historia de amor"
Para mim só falta ler “A libélula dos seus oito anos”.( É uma menina ruiva na capa!)
É incrível a maneira como ele te prende, a maneira de como ele retrata atos cotidianos; cria personagens marcantes, constrói personalidades únicas e você acaba se apaixonando mais e mais. Após ler seus livros eu criei uma meta: conhecer Paris.
A paixão que ele tem por essa cidade luz é incrível, em cada livro ele meche com os seus seis sentidos. Descrevendo as pessoas, casas, lugares onde se pode tomar um bom café.

                                                                 Recomendo essa viagem apaixonante.


@julborges.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Bela Flor

Tempos atrás eu estava á procura de um canal descente de noite, e coloquei no Multishow (calma, não estava tão de noite assim) e estava passando um show da Maria Gadú.
Eu nunca tinha ouvido falar dela, só de uma musica “Shimbalaiê”; Eu fiquei impressionada. Eu havia me esquecido de como a musica brasileira é única e como existem pessoas extremamente talentosas.

Nesse show há varias participações especiais como Leandro Léo (“Laranja” e “Linda Rosa”), Luiz Murá (“Paracuti”), Dani Black (“Aurora”), Varandistas (“A culpa”) entre outros. Sem contar que o palco e a produção ficaram impecáveis.
O DVD (Que eu tenho! Obrigada @tehquintela) contem 22 musicas gravadas no Credicard Hall e as faixas extras foram gravadas no Trio Studio. No palco tem uma tela onde o Caio Sóh escreve um poema lindo chamado “Nosso Altar Particular”.
“Há quem decore a vida na ponta da língua
Outros rabiscam o próximo passo
Na ponta do acaso…”
Maria Gadú tem o dom natural de encantar as pessoas, suas musicas foram feitas para provocar todos os nossos sentidos.
Vale muito a pena comprar seus CDs e DVD.
                                      simplesmente encantadora.
image
Mais informações: 
http://www.mariagadu.com.br/
http://www.somlivre.com/?2167/produto/box/Ao-vivo
                                                                                   @julborges


Esse vídeo que segue a cima é um vídeo que esta me perseguindo e aposto que a você também!
E o engraçado que você não vai ficar satisfeito por ouvir isso só uma vez, então… Antes de apertar o play tenha certeza que é isso o que você quer.
@julborges

Só seu

Quando você pergunta para uma pessoa ‘Qual é o seu gênero preferido de musica?’ esta pessoa sempre ira mostrar realmente o que gosta, na minha humilde opinião não tem porque esconder o seu tipo preferido de musica é algo seu e ponto. É claro que não vai ser todo mundo que vai gostar de Calcinha Preta, mas é seu gosto musical, é algo que te faz sentir bem.
Engraçado como musica clássica era encarada algum tempo atrás, algo entediante e careta (sim, eu utilizei a palavra CARETA), mas hoje vejo pessoas que realmente se importam com á musica em si e como ela pode modificar o seu estado emocional e te inspirar de formas inimagináveis.
Sentimos falta de conteúdo, falta de identificação, tudo o que surge agora na mídia e produto feito, algo que já foi avaliado pelos melhores e simplesmente embalado e colocado a venda em todas as rádios e lojas (desculpa, mas eu não agüento mais refrão que contenha Baby, Ooo, yep… e assim por diante).
                              Respeitem a musica não a maltratem, ela não fez nada de errado, sério.
@Julborges

Maroon 5 ( Hands All Over )

Você lembra de “She will be loved?” Então você se lembra do Marron 5.
Eles haviam sumido por um tempo, mas eles voltaram! Com um excelente álbum chamado “Hands All Over”, trazendo musicas que não vão sair da sua cabeça [eu aposto].
A musica escolhida para o lançamento do Álbum foi “Misery” eu viciei nessa musica especialmente pelo ritmo e pela letra que é super fácil de decorar, e sem contar com o clipe que é muito bem feito.
Como sempre o vocalista (Adam Levine) “pegando” uma mulher linda (Anne Vyalitsyna) [gosto muito da parte que ela morde a orelha dele.] o clipe foi dirigido por Joseph Kahn que não economizou em efeitos especiais e ficou com cara de uma super produção.
Vale destacar também o figurino que deixou o clipe com um ar dos anos 50 com uma mistura moderna.

@julborges