sexta-feira, 2 de março de 2012

Três.


Um sonho?
Sumir.
Pegar a mochila, encher ela de livros e sair por ai. Pegar um ônibus e parar em algum lugar distante.
Sonho que vem desde quando era criança, imaginava explorar o mundo, conhecer pessoas... 
A diferença é que hoje eu tentaria me livrar disso.
Hoje eu andaria sem medo, sem cogitar a possibilidade de voltar para casa...
Sairia e esqueceria toda essa sujeira que esta aqui, esqueceria as pessoas que machuquei e as que me machucaram.
Talvez assim, esqueceria até as lembranças boas.



Esquecer.




Estar em um lugar onde ninguém te conhece, poder se recriar... Anonimato.
Talvez assim se importar com coisas realmente importantes.  O que é banal?




Correr, andar, ler.
“É surpreendente como as pessoas isoladas ficam famintas por livros.”
Talvez seja isso que preciso...
Fugir.




Sumir, esquecer, fugir:
Três verbos.



                                                                                                             @tehquintela





quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sorriso de Criança.


Parecia só um dia normal, saíra mais cedo e agora podia olhar o céu azul sem nuvens e aproveitar um pouco do calor com sua roupa preta.

Decidira fazer um caminho diferente. Iria pela passarela... Altura lhe fascinava. 

Esperava para ir embora, a rotina a esperava.

Até que de repente, o sol no meio do céu e uma arma entre as mãos de um homem. Ela o via do outro lado da rua, eram dois e um deles segurava a arma com medo... Talvez fizesse uma besteira.

Assistia a tudo, via a senhora que lhe pedira informação alguns minutos antes se assustar e se afastar (parecia uma cidade tão pacata...), o homem interceptado não sabia o que fazer,  o casal  do lado ainda falava besteiras e sorriam.

Entrara no ônibus, dentro dele aquilo ainda o incomodava...

Olhara para o lado e viu o sorriso mais lindo do mundo:

Um sorriso de criança.

A menina sorria e arregalava os olhos, sua mãe estava do lado com sua irmãzinha no colo.

Crianças que fazem do mundo o que querem, que sorriem sem motivo. Crianças que trazem esperança...

Mas a cidade, já não era mais a mesma. 


@tehquintela

For You.

Lembra quando olhávamos para o céu?
Observamos as nuvens passando junto com os nossos sonhos.
Sonhos de nos tornamos algo, ou melhor, de mudar algo.
Sonhávamos.
Assistíamos sem medo de ver o fim que sabíamos que estava próximo.
Mas por incrível que pareça o fim que achávamos próximo se tornou o começo.
Começo de algo inexplicável, que ainda não tem nome.
Mas afinal por que definir? Se ainda temos o que sempre tivemos.
Nós.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Brouillard


Aquilo que era, o que serei.

Aquilo que me tornar, talvez nada será.

Passageiro.

“Tudo passa”

E deixa marcas...

Tolos são aqueles que ainda são os mesmo.

Mudar, 

Criar, 

Continuar.

Antes analisava pessoa. Hoje analiso verbos.

O que virá?

Mudanças.

“Quem para morre”

O jeito é seguir...



E não parar.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Nossa própria explicação do que não tem explicação.


É bonito porque é um paradoxo.

Aquilo que não podemos definir, mas tentamos.

Tentamos fazer tudo, tentamos satisfazer todas as nossas vontades...

A lembrança permanece. Aquilo que vivemos parece sonho...

A rosa na mão, a dor no pé, o olho cheio de lagrimas que não saíram...

Éramos jovens, ouvíamos aquilo...

Inocentes.

Achamos que todo o “para sempre” estava ali, podíamos sentir...

A pele arrepiava.

Era algo que não podíamos explicar, talvez paradoxos ajudassem...

A alegria de estar ali e a dor de estar partindo.

A vontade de ficar, a necessidade de sair.

Querer mudar, mas tentando ser os mesmo.

Procurar mas não querer achar.

Ansiávamos o futuro de uma forma que temíamos por ele.

 É bonito porque tentamos explicar algo inexplicável 

É poético porque é inalcançável

E se tornou perfeito porque foi incompleto. 



@tehquintela

Sereníssima


Aquilo que era bonito foi se tornando desbotado.

A lembrança parece algo inatingível.

O castelinho de cartas, a criança continuará e o vento derrubará.

A ilusão de que aquilo era verdade.

O cacho de uvas apodrecendo.

A chuva não é mais a mesma.

Aquilo que tínhamos de únicos esta se normalizando...

A beleza da flor esta no ar, se propagando e se preparando para ser esquecida.



E relembrada.

“Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?

(...)

Já passou, já passou.”



@tehquintela

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um ano de blog, um ano com visitas freqüentes, criticas, desabafos, cultura inútil, historias mal contadas.

Pois é...
E quem diria que agora estaríamos assim?

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”

Que esse ano seja tão bom como anterior e obrigada a todos que lêem meus textos muitas vezes sem sentido.
A inspiração às vezes vem de coisas simples, pessoas, situações, filmes e livros então a isso que tenho que agradecer. Um texto não vale nada se é feito sem inspiração... Seriam somente palavras soltas em um papel branco.

Muita inspiração para os escritores e muitos livros e filmes a todos.

So this is the new year.



 


                                                                                      @tehquintela